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Sócio - Economia

 

SURFISTAS: quantos somos nos Açores
 

A equipa do SurfAzores em parceria com a Direcção Regional do Turismo realizou um levantamento sócio-económico dos praticantes de surf nos Açores. Através deste estudo sócio-económico é possível, de uma forma geral, conhecer um pouco mais sobre os praticantes desta modalidade. Para esse estudo foi elaborado um questionário, onde alguns resultados podem ser observados abaixo. Este trabalho relata também as opiniões e expectativas dos praticantes desta modalidade na região.

O maior número de inquéritos foi realizado por residentes da ilha de São Miguel (59%), seguido da ilha Terceira, Faial, Santa Maria e Pico (Fig. 1). Estima-se que 20% dos praticantes de surf dos Açores tenham respondido ao inquérito proposto no website www.surfazores.com.


Fig. 1: Percentagem de inquéritos por ilha

 Grupo etário, sexo e escolaridade dos inquiridos

  • 95% dos surfistas são do sexo masculino;
  • o maior número de praticantes desta modalidade residem  na ilha de São Miguel, seguido da ilha Terceira;
  • os praticantes estão entre os 15 e 45 anos, sendo que a maioria encontra-se na faixa dos 26/30 anos;
  • em relação ao nível de escolaridade: a maioria (52%) tem o nível superior (bacharelato ou licenciatura).

Caracterização dos praticantes de surf

  • 67% pratica a modalidade com prancha de surf, seguido de bodyboard (18%) e longboard (10%);
  • 52% dos inquiridos, respondeu que aprendeu esta modalidade sozinho;
  •  Praticam o surf o ano inteiro 78% dos inquiridos;
  • Sempre que há condições para o surf, 67% dos inquiridos vão para praia;
  • Quanto a campanha de sensibilização ou educação ambiental voltada para o surf, 76% nunca participou ou teve conhecimento destas actividades. Os inquiridos que participaram de alguma actividade ambiental (24%) são provenientes da ilha Terceira. Isso ocorre devido ao contacto que os surfistas desta ilha, tem com a campanha S.O.S Terceira – salve o mar dos Açores.

Além do surf, são diversas as actividades que os inquiridos praticam nas zonas costeiras, entre elas destacam-se: as actividades balneares, a caça submarina, o mergulho, observação da paisagem, passeios náuticos, entre outras (Fig. 2).


Fig. 2: Diversas actividades realizadas, junto a zona costeira, pelos praticantes de surf.

Abaixo temos, de uma maneira resumida, as opiniões de 95% dos inquiridos sobre o que falta nas ilhas açorianas para favorecer, divulgar ou contribuir com o surf:

    • 19% - realizar um circuito de competição local e depois inter-ilha
    • 19% - realizar workshops de surf e sensibilização ambiental
    • 14% - maior oferta de surfshop
    • 11% - abrir as infra-estruturas sanitárias durante  todo o ano
    • 11% - maior frequência de ondas
    • 11% - outros
    • 8% - maior protecção da orla costeira, fauna e flora marinha
    • 6% - instalar webcams nas praias
  • Os inquiridos que costumam viajar para outras ilhas para praticar esta modalidade, são um total de 69%, enquanto que para o Continente, são 19%. Nos Açores, 43% inquiridos tem como local preferido para a prática da modalidade a Fajã de Santa Cristo, na ilha de São Jorge.
  • Quando o assunto é viajar para outro país para a prática do surf, 40% já tiveram esta experiência. Entre os países visitados, temos em primeiro lugar o Brasil, seguido de Canárias, Hawaii, Maldivas e Espanha;
  • Quanto a compra de equipamentos e acessórios, a maioria (29%), prefere comprar nos Açores e no Continente;
  • A viagem de sonho da maioria dos inquiridos é a Indonésia (24%), seguido da Austrália (18%), Hawaii (18%), África do Sul (8%) e Maldivas (8%).

Abaixo encontram-se algumas respostas da questão “para você surf é?

  • óptimo;
  • surfar;
  • uma sensação inexplicável;
  • a busca eterna da surfada perfeita: altas ondas, pouco crowd e lindo dia;
  • Podem me tirar tudo menos o surf!!! Acho que chega!
  • contacto com a natureza, muita adrenalina e equilíbrio emocional;
  • a melhor forma de comunicação e expressão de mim para mim, de mim para o ambiente, de mim para todos aqueles que me rodeiam. É o meu melhor estado de espírito;
  • não só um desporto mas a maior terapia para a alma;
  • mais que um desporto, um estilo de vida;
  • resolução dos anseios e stress diários, transmitindo tranquilidade a quem o pratica;
  • no meu caso, o bodyboard é um dos pilares que sustentam a minha existência….sem ele, sem duvida incompleto dos desportos mais difícil que eu pratiquei e que da uma sensação de liberdade e de abstracção de tudo o resto duma forma magnifica. É algo desafiante e quanto mais se aventura mais se quer aventurar;
  • não é só um desporto, mas uma maneira de estar na vida;
  • o meu estilo de vida;
  • nem sei explicar…
  • exercício para a mente e para o corpo. A minha forma de procura de equilíbrio com a natureza;
  • é uma paixão pela qual não desistiria por nada;
  • um mundo a parte;
  • liberdade, descontracção e vicio;
  • paz e tranquilidade com a natureza;
  • é a melhor coisa do mundo, quando há ondas, a pior neura quando não as há;
  • complemento indispensável para o corpo e mente;
  • um modo de vida;
  • puro contacto com o mar, desafio;
  • a maior proximidade do homem com a natureza, é um estilo de vida viciante e saudável, é um reajustar do dia a dia com a vida, é uma terapia para a alma, etc;
  • O surf trouxe-me tudo na vida excepto a própria vida. Desde a primeira vez que me pus em pé numa prancha, que todas as coisas boas e más da vida chegaram até mim por intermédio do surf. Comecei a surfar em 2002 e sou desde então um surfista razoável. Não preciso de mais. E o surf é isso mesmo, fazer com alta performance em pranchas pequenas uma onda em que tudo sai bem, ficas tão perto de Deus que quase podes vê-lo com um sorriso igual ao teu. Boas Ondas!
  • usufruir da força da natureza para momentos de diversão e emoção;
  • libertação, relaxamento, escape de toda a confusão do dia a dia;
  • uma forma de vida;
  • Parte da vida, um meio de estar em contacto com aquilo que nos faz humanos, a Natureza;
  • É a minha forma de viver. Obviamente que a vida profissional e familiar têm de se compatibilizar com o surf, mas o bichinho de ir todos os dias ver como está o mar, para ver se dá para uma “rapidinha”, é permanente;
  • faz parte da vida, como os mecanismos essências da vida (respirar, comer, amar…);
  • uma forma de esquecer o dia a dia, diversão;
  • quase tudo;
  • surf par mim é, antes de mais, um estado de espírito próprio, o meu ego, a minha essência e a minha forma física;
  • Acima de tudo é das coisas que mais gosto de fazer na vida, tanto diversão como competição;
  • uma maneira muito barata de me manter saudável e de envolver-me profundamente com a natureza na minha terra;
  • até os 30 era tudo, agora é o que mantêm vivo e em forma
  • sensação inexplicável, só quem pratica sabe;
  • a oitava maravilha do mundo, e algo extremamente fabuloso, é como entrar num sonho sem fim;
  • actividade desportiva individual ao ar livre.

Agradecimento

A recolha da informação necessária para a elaboração deste estudo não teria sido possível sem a colaboração de todos os inquiridos anónimos que dispensaram algum do seu tempo para responderem aos inquéritos realizados.

Citação (este documento deverá ser citado como)
Vizinho, S. C.. 2008. Levantamento sócio-económico dos surfistas residentes Açores. Projecto SurfAzores (www.surfazores.com).

 

 

Baixe o documento aqui

Baixe o inquérito aqui

 

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